O amante fala da Rosa em seu coração -Yeats, poema

Tudo que é feio e partido, tudo que é gasto e velho,
Choro da criança na estrada, ranger da carroça titubeante,
Passos pesados do lavrador, derrubando a forma invernal
Ferem tua imagem que floresce uma rosa profunda em meu coração.

O erro das coisas feias é grande demais para ser dito;
Anseio reconstruí-los e sentar-me numa colina verde distante,
Com a terra e o céu e a água, refeitos, como um porta-joias de ouro
Para meus sonhos da tua imagem que floresce uma rosa profunda em meu coração.

-W.B.Yeats

Distante, secreta, intocada Rosa -Yeats, poema

Distante, secreta, intocada Rosa
Acoberta-me na minha última hora;
Onde aqueles que buscaram por ti no sepulcro sagrado
Ou no barril de vinho, habitam longe da agitação
E tumulto de sonhos derrotados; e fundo
Entre pálidas pálpebras, pesadas de sono,
Os homems a chamam beleza.

-W.B.Yeats

Eu não existo – Sri Chinmoy – Poemas

Eu não possuo capacidade ou mérito.

Portanto, choro por mais, por muito afeto, muito amor Seu.

Todos apreciam e admiram um homem de capacidade.

Todos tocam os pés de um Yogi.

É para um homem como eu, sem capacidade alguma,

Que os Olhos da Mãe estão eternamente acordados.

Tudo o que saberão sobre mim, perguntem a Ela quem eu sou.

Sem o Seu amor e afeto,

Eu não existo.

~Sri Chinmoy

Nas profundezas do meu coração – Sri Chinmoy – Poesia

Nas profundezas do meu coração o pássaro azul sorri

e o pássaro azul brinca.

O festival de forma-resplendor-luz e deleite celestial

convida a todos.

O sol, a lua, as montanhas e o oceano – todos vieram.

Hoje atenderemos ao chamado da Infinidade.

Correremos em direção à Infinidade.

Bem diante de nós está a escadaria de Luz.

Nossos corações tornaram-se a flor de Divina Luz.

Somos a esperança do nosso Senhor Supremo.

O criador-mundo não é ninguém senão o nosso amor.

~ Sri Chinmoy.

É a Hora de Deus – Sri Chinmoy – poesia

É a Hora de Deus;

O jogo do coração começará.

O estandarte do Amor Divino

Hoje se erguerá no céu infinito.

O sol, a lua, a consciência imorredoura,

A riqueza secreta da Infinidade, os Pés do Senhor-Mundo,

A mensagem-benção do Céu longínquo,

A enxurrada da libertação,

A morada do Néctar divino,

Todos se unirão no coração do nosso mundo.

~ Sri Chinmoy

Lá vai o meu Amado – Sri Chinmoy – Poesia.

Lá vai o meu Amado, meu doce Senhor,

Com os sinos tilintando nos Seus Tornozelos.

Ouço a música da Sua Flauta

Vibrando pelos horizontes.

Se meu menino pastor lançasse um olhar

Para trás, ainda assim, Ele somente seguiria em frente.

Que os meus olhos sigam o caminho

Que o meu Amado trilha.

Na hora do crepúsculo,

Com um doce e sereno sorriso,

Conduzindo o rebanho de matiz variado,

Meu menino pastor segue adiante.

~ Sri Chinmoy.

É a Hora do Adeus – Sri Chinmoy – Poemas.

É a Hora do Adeus;

O jogo do coração começará.

O estandarte do Amor Divino

Hoje se erguerá no céu infinito.

O sol, a lua, a consciência imorredoura,

A riqueza secreta da Infinidade, os Pés do Senhor-mundo,

A mensagem-bênção do Céu longínquo,

A enxurrada da libertação,

A morada do Nectar Divino,

Todos se unirão no coração do nosso mundo.

~ Sri Chinmoy

Somos os peregrinos do Senhor Supremo – Sri Chinmoy – Poemas

Somos os peregrinos do Senhor Supremo

No caminho da Infinidade.

Despedaçamos

A porta da obstrução.

Despedaçamos a noite

Da tenebrosa escuridão, inconsciência

E do eterno, indomável medo da morte.

O Barco da Aurora da Luz suprema

Nos chama.

As Mãos do Libertador nos puxam

Para o Oceano do grande Desconhecido.

Tendo consquistado o alento-vida

Da Terra da Imortalidade,

E carregando erguido o Estandarte

Do Senhor Supremo,

Nós retornaremos.

Nós, as gotas e chamas

De Luz-Transformação.

~ Sri Chinmoy

Mãe, se eu perco para Você – Sri Chinmoy – Poemas

Mãe, se eu perco para Você,

Tal é a minha única Vitória.

Qualquer coisa que entreguei nas Suas Mãos

É a minha única poupança.

Para mim, todo resto é sem valor,

Um mero desperdício,

Que apenas me tortura e

Se coloca como um fardo em meu caminho.

Não consigo usar nada daquilo.

Quando perder para Você,

Depois de ter alcançado

Minha completa realização,

Sei que receberei minha maior recompensa.

~ Sri Chinmoy

Fui ver o Seu Sorriso – Sri Chinmoy – Poemas.

Fui ver o Seu Sorriso,

Mas recebi apenas tristeza, sofrimento e agressões de Você.

Nada tenho, nenhuma luz, nenhum silêncio em mim.

Parece que não mereço nada.

É por isso que Você está longe, muito longe.

Mas eu gostaria de lhe dizer que, sem Você,

Minha vida é um deserto árido.

Tudo é escuridão.

~ Sri Chinmoy

Eu os machuco impiedosamente – Sri Chinmoy – Poemas.

Eu os machuco impiedosamente.

Os seus corações macios e delicados eu firo e agrido.

Mas eles voltam a mim, por vezes e mais vezes,

Com a canção do amor.

Quanto mais longe eu os lanço além da minha fronteira,

Mais perto se aproximam de mim.

Ó Senhor Supremo, que apenas a vitória deles

Seja proclamada no meu coração.

~ Sri Chinmoy.

Mãe Índia – Sri Chinmoy – Poemas

Os filhos e filhas da Índia estão

Mais uma vez se erguendo com o fogo-encantamento.

As profundas e sonoras notas são tocadas

Para invocar a Mãe Índia.

Para a Índia o mundo oferecerá sua saudação.

Uma vez mais a vitória da Índia será proclamada.

Somos os soldados da Luz e adoradores do Deus-Fogo.

Longe afugentaremos o medo-mundo.

Índia, Índia, nessa grande terra da Mãe Índia,

Em breve a Paz do Além

Reinará suprema.

Falsidade e vazio para sempre acabarão.

A luz e deleite da beleza florescerão, crescerão e brincarão

No amor do coração da Índia.

~ Sri Chinmoy

Ó Pássaro de Luz – Sri Chinmoy – Poemas

Ó Pássaro de Luz, Ó Pássaro de Luz,

Com suas chamas fluentes e reluzentes

Entre no meu coração mais uma vez.

Você me chama para escalar

E voar no azul.

Mas como posso?

Meu coração está em uma prisão,

No respiro estrangulado de um minúsculo aposento.

Ó Pássaro de Luz, Ó Pássaro de Luz,

Ó Pássaro de Luz Suprema.

Em mim, eu rogo, não deixe sequer uma gota de escuridão.

~ Sri Chinmoy

Um pensamento – Sri Chinmoy – Poemas

Um pensamento, uma melodia, uma ressonância.

Quem me chama agora e a toda hora?

Não sei onde estou.

Não sei para onde irei.

Em escura amnésia,

Eu me compro e me vendo.

Tudo destruo e tudo construo.

Tudo quero que seja meu, só meu.

Ora, meu coração é eclipsado

Pela negra e selvagem noite-destruição.

~ Sri Chinmoy

Nada tenho – Sri Chinmoy – Poemas

Nada tenho.

Nada tenho a mostrar ou contar.

Não tenho espiritualidade, oração,

Nem meditação, nem adoração, nada.

A meu redor tudo o que há são as dores interiores e frustrações,

Poeira, terra e cinzas.

Estou satisfeito com o mundo de matéria e desejo.

Sou compelido a ficar satisfeito com pouco, muito pouco.

Nada tenho.

~ Sri Chinmoy

Ó Ser Absoluto – Sri Chinmoy – Poemas

Você é belo, Ó Ser Absoluto,

E eu sou o Seu servo.

Na Sua Vitória está a minha vitória,

O meu infinito enlevo.

O meu coração sofreu aflições infinitas para conhecê-Lo.

Por isso eu atiro as flechas do meu veneno-zanga no Seu Coração.

Liberto dos erros, pensamentos abolidos,

Nenhum desejo agora tenho.

Beleza Transcendental,

Sou o escravo do Seu Néctar-Compaixão.

~ Sri Chinmoy

Por quanto tempo mais chorarei, Mãe? – Sri Chinmoy – Poemas

Por quanto tempo mais chorarei, Mãe?

Por quanto tempo chorarei

Sozinho num quarto escuro, amando Você?

Você conhece meus pensamentos secretos,

Você conhece o anseio do meu coração.

Por que a negra morte me tortura, dia após dia?

Quanto mais Você demorará, Mãe?

Quanto mais Você demorará?

Assim como Jesus tinha Maria,

Você é a minha Mãe-Mundo.

~ Sri Chinmoy

Aquele que amou este mundo – Sri Chinmoy – Poemas

Aquele que amou este mundo

Descobriu apenas dores excruciantes.

O mundo lançou nele

Toda a sua feiura, nojenta, impureza e sujeira.

Ainda assim, o herói marcha em frente,

Carregando o fardo do mundo inteiro.

Ao fim da sua vasta labuta

Ele se colocará aos Pés

Do Senhor Supremo.

~ Sri Chinmoy.

Você ouvirá as minha últimas palavras – Sri Chinmoy – Poemas.

Você ouvirá as minhas últimas palavras.

Nutrida essa esperança,

Eu ainda existo na terra.

Deixe-me dançar no Seu Coração

Sempre, nas noites de tristeza e nos dias de alegria.

Sinto que a tortura da felicidade é mais dolorosa

Do que a tortura da tristeza,

Pois quando estou em alegria, esqueço de Voce;

Faço does o Seu Coração.

~ Sri Chinmoy

Imaginação, Ó Imaginação! – Sri Chinmoy – poemas.

Imaginação, Ó Imaginação!

Na minha vida, você é a adoração.

Longe eu não a manterei.

Imaginação, Ó Imaginação!

Em falsas e aprisionadoras mentiras não chorarei;

Não darei boas vindas à vida da feiúra da impureza.

Com uma vitória pífia não sorrirei e comemorarei.

Imaginação, Ó Imaginação!

Ao chamado da morte não responderei.

Sou a Alma; não tenho morte.

Nunca, nunca mais o caminho errado percorrerei.

Imaginação, Ó Imaginação!

~Sri Chinmoy.

Paz – Sri Chinmoy – poemas.

Paz, Paz,

Dentro do meu coração, a Paz reina suprema.

A alma-comovente flauta do Senhor Krishna

Toca no meu Céu

E na minha terra.

As sombras-destruição dos demônios escuros

E a desilusão-ignorância da noite sombria

Prostram-se, há tempos enterrados nas profundezas

Do meu corpo, mente, coração e vida.

Minhas chamas-aspiração sempre nadam

No corpo das Suas Águas-Compaixão.

~Sri Chinmoy.

O céu me chama – Sri Chinmoy, poemas.

O céu me chama,

O vento me chama,

A lua e as estrelas me chamam.

Os verdes e densos bosques me chamam,

A dança da fonte me chama,

Sorrisos me chamam, lágrimas me chamam,

Uma suave melodia me chama.

A aurora, o meio-dia e o crepúsculo me chamam.

Todos procuram por um colega a brincar.

Todos me chamam: “Venha, Venha!”

Uma voz, um som, por toda parte.

Ora, o Barco do Tempo segue adiante.

~Sri Chinmoy.

Meu Krishna – Sri Chinmoy, poemas.

Meu Krishna não é negro,

Ele é puro ouro.

Ele está entremeado

Na Beleza, Luz e Esplendor universal.

Ele parece negro

Porque eu derramei a tinta

Da minha mente sobre Ele.

Meu Amado é Todo-Luz.

Ele criou Luz e Escuridão,

Ele está dentro e fora do Cosmo Vasto.

Com este conhecimento,

Terei uma nova relação

Com o mundo.

~Sri Chinmoy.

Ó Senhor Supremo – Sri Chinmoy, poemas.

Ó Senhor Supremo,

Faz apenas um dia

Que eu vi Você

E brinquei com Você,

Antes de vir para o mundo de noite-escuridão.

Ainda assim, lembro do meu passado dourado,

Dentro e fora.

Ora, longe, muito longe, Você está agora.

Em meio às mais negras aflições.

O pássaro do meu coração soluça e chora.

~Sri Chinmoy.

Ó Beleza sem-par, Ó Amado – Sri Chinmoy, poemas.

Ó Beleza sem-par, Ó Amado,

Incendeie a chama do esplendor da beleza

Do meu coração.

Amando-O, eternamente belo serei.

Que a dança-destruição do Senhor Shiva

Destrua todas as amarras do finito.

Que a Luz do Supremo me inunde,

O meu coração, o meu todo.

Tendo adorado o infinito,

O coração de escuridão clama,

Pelo florescimento da Luz.

Ó Luz Infinita, conceda-me a fome sem fim,

Clamor-aspiração.

A menor gota perderá sua razão de ser

No coração do oceano ilimitado.

No fogo e no ar observo Sua Vida do Espírito.

Ó Beleza, Ó Dourado da Beleza,

Ó Luz do Supremo!

~Sri Chinmoy

Ó Rei dos pastores – Sri Chinmoy, poemas.

Ó Rei dos pastores,

Ó Rei dos pastores,

Apenas umas vez apareça diante de mim.

Minha vida é um sonho falso.

Minha morte é um sonho falso.

Leve-os embora.

Ó Rei dos pastores,

Ó Rei dos pastores,

Apenas uma vez apareça diante de mim.

Na floresta da minha luz interior,

Nas profundezas silenciosas do meu coração,

Ouço a música alma-comovente da sua Flauta.

Vejo seu gado divino

Pastando no colo do Silêncio da Infinidade.

Ó Rei dos pastores,

Ó Rei dos pastores,

Apenas uma vez apareça diante de mim.

~Sri Chinmoy

Ó meu Barco – Sri Chinmoy, poemas.

Ó meu Barco, Ó meu Barqueiro,

Ó mensagem do Deleite Transcendental, carregue-me.

Meu coração está sedento e faminto,

E, ao mesmo tempo, dorme profundamente.

Leve meu coração para a outra margem.

A dança da morte eu vejo por toda parte.

O trovão da destruição invencível eu ouço.

Ó meu Piloto interior, Você é meu,

Você é o Oceano da Compaixão infinita.

Em Você eu me abandono,

O meu todo em Você eu abandono.

~Sri Chinmoy

Na negra e densa noite – Sri Chinmoy, poemas.

Na negra e densa noite

Você lança Seus Olhos benignos sobre mim.

Leve-me e faça-me parte de Si

Com a Sua Compaixão.

Sou o Seu filho inocente.

Caminho sozinho por uma fenda densa e emaranhada.

Com os Seus dois Braços me abrace.

Permita que eu não seja afogado e levado

Pelas turbulentas correntezas da vida.

~Sri Chinmoy.

Ombra mai fu -Handel, tradução

Delicados e belos ramos

do meu amado plátano,

que o Destino lhes sorria.

Que o trovão, relâmpago e tempestade

nunca perturbem sua doce paz,

nem ventos uivantes o profanem.

Nunca uma sombra

de qualquer árvore

foi tão bela e adorável,

ou mais doce.

*

Frondi tenere e belle

del mio platano amato

per voi risplenda il fato.

Tuoni, lampi, e procelle

non v’oltraggino mai la cara pace,

né giunga a profanarvi austro rapace.

Ombra mai fu

di vegetabile,

cara ed amabile,

soave più.

-Handel

*

Tender and beautiful fronds
of my beloved plane tree,
let Fate smile upon you.
May thunder, lightning, and storms
never disturb your dear peace,
nor may you by blowing winds be profaned.

Never was a shade
of any plant
dearer and more lovely,
or more sweet.

Poemas espirituais em Latim

1.

Offering worship to You,
I am so happy My Lord.
I am also happy
Because this happiness of mine
Nobody can steal.

Adorare Te devote
Me laetificat, Domine.
Gaudeo gaudium meum
Nemo a me tollet.

– Sri Chinmoy, Ten Thousand Flower-Flames, Part 5, Agni Press, 1979.

2.

God the Truth
My mind admires.
God the Love
My heart needs.

Deus Prima Veritas
Menti meae admirandus.
Deus Summa Caritas
Cordi meo anhelandus.

– Sri Chinmoy, Ten Thousand Flower-Flames, Part 20, Agni Press, 1981.

3.

O Lord, where is the Truth?
“Where your Beloved is?”
Who is my Beloved, Who?
“In whom your life is peace.”

Domine, ubi est Veritas?
“Ubi tuus Dilectus.”
Quis est meus Dilectus, quis?
“In quo est vita tua pax.”
– Sri Chinmoy, My Flute, Agni Press, 1972.

4.

My first discovery:
God cares for me.
My last discovery:
I need God.

Invento mea prima:
Deus curator mei.
Inventio mea ultima:
Indigeo Die.
– Sri Chinmoy, Ten Thousand Flower-Flames, Part 20, Agni Press, 1981.

5.

God the Teacher
Instructs me in the morning.
God the Father
Blesses me in the evening.

Deus Preaceptor
Docet me mane.
Deus Pater
Benedicit me vespere.

– Sri Chinmoy, Ten Thousand Flower-Flames, Part 41, Agni Press, 1982.

6.

To own peace
Is to own a living God.
To own a living God
Is to become another God.

Possidere pacem
Possidere est Deum vivum.
Possidere Deum vivum
Fieri est alter Deus.

– Sri Chinmoy, Transcendence-Perfection, Agni Press, 1975.

Do livro Simplicitas Cordis: poetry of Sri Chinmoy, Agni Press 1983 – New York, ISBN 0-88497-659-9
Traduzido ao latim por Ralph Lazzaro, Director of Language Studies at the Harvard Divinity School

Você é belo – Sri Chinmoy, poemas.

Você é belo, mais belo, belíssimo,

Beleza sem-par no jardim do Éden.

Dia e noite, que Tua Imagem habite

No íntimo do meu coração.

Sem Você, meus olhos não tem visão,

Tudo é uma ilusão, tudo é deserto.

Ao meu redor, dentro e fora,

Ouço a melodia das aflições sombrias.

Meu mundo está repleto de aflições excruciantes.

Ó Senhor, ó meu belo Senhor,

Ó meu senhor de Beleza,

Nesta vida, mesmo por um fugaz segundo,

Que eu seja abençoado com a dádiva

De ver a Tua Face.

~Sri Chinmoy

Levante-se, acorde – Sri Chinmoy, poemas.

Levante-se, acorde, Ó amigo do meu sonho.

Levante-se, acorde, Ó alento da minha vida.

Levante-se, acorde, Ó luz dos meus olhos.

Ó poeta-vidente em mim,

Manifesta-se em e através de mim.

Levante-se, acorde, Ó vasto coração dentro de mim.

Levante-se, acorde, Ó consciência minha,

Que está sempre a transcender o universo

E sua própria vida do além.

Levante-se, acorde, Ó forma da minha meditação transcendental.

Levante-se, acorde, Ó divindade aprisionada na humanidade.

Levante-se, acorde, Ó Shiva, Libertador do meu coração,

E liberte a humanidade do seu sono-ignorância.

~Sri Chinmoy

Ó cega e escura noite do abismo dos nossos corações! – Sri Chinmoy, poemas.

Ó cega e escura noite do abismo dos nossos corações!

Somos os companheiros do córrego das lágrimas.

Na terra do apego aprisionador,

Chorando e sorrindo atiçamos a lamparina

Das selvagens sombras-obstrução.

Nosso mundo é uma esperança vazia, destituído.

Seremos a linguagem-mensagem

Do Tempo Sem Fim

E nos tornaremos Fome infinita,

Deleite-Néctar infinito

E Luz-Transformação da Eternidade.

~Sri Chinmoy