Nada tenho – Sri Chinmoy – Poemas

Nada tenho.

Nada tenho a mostrar ou contar.

Não tenho espiritualidade, oração,

Nem meditação, nem adoração, nada.

A meu redor tudo o que há são as dores interiores e frustrações,

Poeira, terra e cinzas.

Estou satisfeito com o mundo de matéria e desejo.

Sou compelido a ficar satisfeito com pouco, muito pouco.

Nada tenho.

~ Sri Chinmoy

Ó Ser Absoluto – Sri Chinmoy – Poemas

Você é belo, Ó Ser Absoluto,

E eu sou o Seu servo.

Na Sua Vitória está a minha vitória,

O meu infinito enlevo.

O meu coração sofreu aflições infinitas para conhecê-Lo.

Por isso eu atiro as flechas do meu veneno-zanga no Seu Coração.

Liberto dos erros, pensamentos abolidos,

Nenhum desejo agora tenho.

Beleza Transcendental,

Sou o escravo do Seu Néctar-Compaixão.

~ Sri Chinmoy

Por quanto tempo mais chorarei, Mãe? – Sri Chinmoy – Poemas

Por quanto tempo mais chorarei, Mãe?

Por quanto tempo chorarei

Sozinho num quarto escuro, amando Você?

Você conhece meus pensamentos secretos,

Você conhece o anseio do meu coração.

Por que a negra morte me tortura, dia após dia?

Quanto mais Você demorará, Mãe?

Quanto mais Você demorará?

Assim como Jesus tinha Maria,

Você é a minha Mãe-Mundo.

~ Sri Chinmoy

Aquele que amou este mundo – Sri Chinmoy – Poemas

Aquele que amou este mundo

Descobriu apenas dores excruciantes.

O mundo lançou nele

Toda a sua feiura, nojenta, impureza e sujeira.

Ainda assim, o herói marcha em frente,

Carregando o fardo do mundo inteiro.

Ao fim da sua vasta labuta

Ele se colocará aos Pés

Do Senhor Supremo.

~ Sri Chinmoy.

Você ouvirá as minha últimas palavras – Sri Chinmoy – Poemas.

Você ouvirá as minhas últimas palavras.

Nutrida essa esperança,

Eu ainda existo na terra.

Deixe-me dançar no Seu Coração

Sempre, nas noites de tristeza e nos dias de alegria.

Sinto que a tortura da felicidade é mais dolorosa

Do que a tortura da tristeza,

Pois quando estou em alegria, esqueço de Voce;

Faço does o Seu Coração.

~ Sri Chinmoy

Imaginação, Ó Imaginação! – Sri Chinmoy – poemas.

Imaginação, Ó Imaginação!

Na minha vida, você é a adoração.

Longe eu não a manterei.

Imaginação, Ó Imaginação!

Em falsas e aprisionadoras mentiras não chorarei;

Não darei boas vindas à vida da feiúra da impureza.

Com uma vitória pífia não sorrirei e comemorarei.

Imaginação, Ó Imaginação!

Ao chamado da morte não responderei.

Sou a Alma; não tenho morte.

Nunca, nunca mais o caminho errado percorrerei.

Imaginação, Ó Imaginação!

~Sri Chinmoy.

Paz – Sri Chinmoy – poemas.

Paz, Paz,

Dentro do meu coração, a Paz reina suprema.

A alma-comovente flauta do Senhor Krishna

Toca no meu Céu

E na minha terra.

As sombras-destruição dos demônios escuros

E a desilusão-ignorância da noite sombria

Prostram-se, há tempos enterrados nas profundezas

Do meu corpo, mente, coração e vida.

Minhas chamas-aspiração sempre nadam

No corpo das Suas Águas-Compaixão.

~Sri Chinmoy.

O céu me chama – Sri Chinmoy, poemas.

O céu me chama,

O vento me chama,

A lua e as estrelas me chamam.

Os verdes e densos bosques me chamam,

A dança da fonte me chama,

Sorrisos me chamam, lágrimas me chamam,

Uma suave melodia me chama.

A aurora, o meio-dia e o crepúsculo me chamam.

Todos procuram por um colega a brincar.

Todos me chamam: “Venha, Venha!”

Uma voz, um som, por toda parte.

Ora, o Barco do Tempo segue adiante.

~Sri Chinmoy.

Meu Krishna – Sri Chinmoy, poemas.

Meu Krishna não é negro,

Ele é puro ouro.

Ele está entremeado

Na Beleza, Luz e Esplendor universal.

Ele parece negro

Porque eu derramei a tinta

Da minha mente sobre Ele.

Meu Amado é Todo-Luz.

Ele criou Luz e Escuridão,

Ele está dentro e fora do Cosmo Vasto.

Com este conhecimento,

Terei uma nova relação

Com o mundo.

~Sri Chinmoy.

Ó Senhor Supremo – Sri Chinmoy, poemas.

Ó Senhor Supremo,

Faz apenas um dia

Que eu vi Você

E brinquei com Você,

Antes de vir para o mundo de noite-escuridão.

Ainda assim, lembro do meu passado dourado,

Dentro e fora.

Ora, longe, muito longe, Você está agora.

Em meio às mais negras aflições.

O pássaro do meu coração soluça e chora.

~Sri Chinmoy.

Ó Beleza sem-par, Ó Amado – Sri Chinmoy, poemas.

Ó Beleza sem-par, Ó Amado,

Incendeie a chama do esplendor da beleza

Do meu coração.

Amando-O, eternamente belo serei.

Que a dança-destruição do Senhor Shiva

Destrua todas as amarras do finito.

Que a Luz do Supremo me inunde,

O meu coração, o meu todo.

Tendo adorado o infinito,

O coração de escuridão clama,

Pelo florescimento da Luz.

Ó Luz Infinita, conceda-me a fome sem fim,

Clamor-aspiração.

A menor gota perderá sua razão de ser

No coração do oceano ilimitado.

No fogo e no ar observo Sua Vida do Espírito.

Ó Beleza, Ó Dourado da Beleza,

Ó Luz do Supremo!

~Sri Chinmoy

Ó Rei dos pastores – Sri Chinmoy, poemas.

Ó Rei dos pastores,

Ó Rei dos pastores,

Apenas umas vez apareça diante de mim.

Minha vida é um sonho falso.

Minha morte é um sonho falso.

Leve-os embora.

Ó Rei dos pastores,

Ó Rei dos pastores,

Apenas uma vez apareça diante de mim.

Na floresta da minha luz interior,

Nas profundezas silenciosas do meu coração,

Ouço a música alma-comovente da sua Flauta.

Vejo seu gado divino

Pastando no colo do Silêncio da Infinidade.

Ó Rei dos pastores,

Ó Rei dos pastores,

Apenas uma vez apareça diante de mim.

~Sri Chinmoy

Ó meu Barco – Sri Chinmoy, poemas.

Ó meu Barco, Ó meu Barqueiro,

Ó mensagem do Deleite Transcendental, carregue-me.

Meu coração está sedento e faminto,

E, ao mesmo tempo, dorme profundamente.

Leve meu coração para a outra margem.

A dança da morte eu vejo por toda parte.

O trovão da destruição invencível eu ouço.

Ó meu Piloto interior, Você é meu,

Você é o Oceano da Compaixão infinita.

Em Você eu me abandono,

O meu todo em Você eu abandono.

~Sri Chinmoy

Na negra e densa noite – Sri Chinmoy, poemas.

Na negra e densa noite

Você lança Seus Olhos benignos sobre mim.

Leve-me e faça-me parte de Si

Com a Sua Compaixão.

Sou o Seu filho inocente.

Caminho sozinho por uma fenda densa e emaranhada.

Com os Seus dois Braços me abrace.

Permita que eu não seja afogado e levado

Pelas turbulentas correntezas da vida.

~Sri Chinmoy.